Um olhar. Um sorriso. Nada. Nada que pudesse me preencher.
Andas tão estranho, tão longe, tão seco e cruel.
O que fizeram contigo, com a gente? "01:00 da madrugada. Levanta-se. Caminha até a cozinha. Abre a geladeira [tentando e não tentando afastar a imagem dele]. Fecha. Vai para o quarto. Senta na cama.
E assism seguiu a madrugada toda. Uma tal de insonia que não a deixava. Ele que não a deixava. Acendeu um cigarro, bebeu uma dose de wisk. Sentiu que iria chorar. Não chorou. Não choraria mais. A visão foi ficando embassada. Cinza. Deitou.
Ele estava na sua frente sorrindo. Ela parada apenas o olhava, o desejava, o sentia antes mesmo de toca-lo. Não se sabia quando ou como ele tinha chegado ali, só se sabia que ele estava ali em sua frente. Barba de dois dias, tinha um grande sorriso nos lábios, mas por dentro parecia duro, intocável, distante. Ele chegou perto dela, sentou-se ao seu lado e segurou sua mão. Nenhuma palavra. Nenhum gesto. Ela sorriu. Ele aproximou seu rosto do dela, baixou um pouco o queixo e beijo-a demoradamente. Apertando-a forte... entrelaçados de lingua. Desejo. Sua boca emcaminhou-se para a sua orelha. Pescoço. Segurou forte seu cabelo. Ela disse " eu te amo". Ele não disse nada. Desceu a mão, apertou as coxas dela e ali mesmo, naquele lugar indecifrável eles se completaram. Nus. Um do lado do outro. Ela olhou pra ele. Ele estava de olhos fechados. Ela sorriu e também, fechou os olhos e disse que o amava. Ele não disse nada.
Um vento suave, frio tocou em sua face, o que a levou a abrir os olhos e ao olhar para o lado ver um copo de wisk, cinzas de cigarro, quarto fechado e somente sua respiração por dentro. Por fora. Por dentro.
Agora tinha a mão estendida para abrir a porta. Descer. Partir e não voltar.

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