“É preciso estar distraído e não esperando absolutamente nada. Não há nada a ser esperado. Nem desesperado.”

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Cores'

Ela sempre começava com o branco, aquele branco bonito, branco celeste. Depois ia para o azul, as vezes amarelo.      
Mas ela sempre tinha a impressão que iria terminar preto ou cinza. Um cinza quase preto.
Ao meio-dia estava meio laranja, era ali onde ela podia sentir as coisas se dividindo. Pare de olhar para os lados.
Era incrível como aquilo ia ficando vermelho, vermelho sangue.
Ela parava e escutava os problemas de todos, enquanto os seus ela deixava dentro da bolsa, até mesmo no bolso.
Era algo meio incomum, meio egoista, mas ela sabia que ninguém poderia ajudá-la.
No final de tudo estava preto ou cinza. Um cinza quase preto.
Então ela ia para casa, deixava os problemas em cima da cama e ligava o som, então vinha um azul-marinho, azul-celestial. Sei lá.
Aquilo tudo era um arco-íris!

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